Todos Iguais, Poucos Diferentes

Todos Iguais, Poucos Diferentes

Quem Não Quer Ser Anormal? Durante o dia de hoje já teve tempo para parar e respirar? Já teve tempo para se sentar num banco de jardim? A nossa vida é cada vez mais longa, mas o nosso tempo é cada vez mais curto… É isso que a personagem principal da obra Todos Iguais, Poucos Diferentes constata todos os dias.

Sem nome, porque ele representa todos aqueles que são diferentes, este homem de quarenta e alguns anos foi diagnosticado com uma doença mental durante a sua adolescência, e desde então procura passar despercebido nesta sociedade cada vez mais seletiva.

Fechado no seu apartamento ou sentado no seu banco de jardim, ele observa a vida dos outros, a vida de todos nós. Ao olhar para o mundo, sem que o mundo olhe para ele, esta personagem cativa o leitor ao contar na primeira pessoa a opinião do que vê acontecer à sua volta, levando a que nós façamos uma crítica à nossa própria vida, interrogando-nos se realmente vivemos, ou se só existimos.

O seu pilar que lhe transmite equilíbrio é a Dona Maria, uma vizinha já idosa que o aceita como um filho, após a sua própria família o ter abandonado. O destino leva-o a vigiar o quotidiano desta outra mulher que o fascina e a sua relação não amorosa, mas fatídica, acaba por transformar a vida deste homem.

Alienado da realidade que passa à sua volta, ele faz-nos ponderar a cada parágrafo se será ele o louco, ou apenas a única pessoa sã a viver num mundo de loucos. Mais do que contar a sua estória, este louco faz-nos iniciar uma análise crítica à nossa própria existência.

Diana-de-Carvalho Todos Iguais, Poucos Diferentes

Sou Diana de Carvalho, uma escritora portuguesa, e lancei no passado dia 8 de Outubro o livro “Todos Iguais, Poucos Diferentes“. A minha obra conta com o prefácio de Jorge Cruz (Diabo na Cruz – uma banda famosa por aqui 🙂 ).

 

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