O Último dos Moicanos

Ambiguidade do  ser humano

“O Último dos Moicanos” (Editora Larousse, 2005, 135 páginas), do escritor James Fenimore Cooper traz uma aventura que deu origem ao filme de mesmo nome que fez grande sucesso nas telonas do cinema.

A formação dos Estados Unidos é permeada de grandes sacrifícios e vários atores participaram desse processo Índios, Franceses, Ingleses, Colonos, enfim, uma história fantástica dessa grande nação.

A leitura dessa obra se deu por acaso, pois ao passar em frente de um Sebo ela estava lá pedindo para ser comprada. Confesso que estava com muitas dúvidas sobre a veracidade da obra já que me emocionei demais quando assisti ao filme O Últimos dos Moicanos que fez grande sucesso em meados da década de 1990.

Ao iniciar a leitura as dúvidas foram superadas e a leitura tornou-se prazerosa, no entanto, a comparação ao filme foi inevitável. Nada com que se preocupar, afinal, a obra fílmica ficou excelente e as mudanças em relação a obra foram necessárias para o grande sucesso do filme.

 

 

Bem, vamos a obra. O livro retrata os conflitos ocorridos  entre 1756 e 1763, Franceses e Britânicos eram protagonistas pela disputa da liderança econômica da época. As disputas ocorridas na colônia americana tinham o apoio de diversas comunidades ora defendendo um lado ora outro, no entanto, os impostos e obrigações abusivas fizeram com que os colonos mais tarde lutassem pela independência dos Estados Unidos.

Nesse contexto de guerra e disputas pelas terras, duas jovens precisam atravessar o território dominado por Franceses, para isso, um oficial Inglês, um Cantor de música sacra, um Caçador ousado e dois Índios pertencentes a valorosa tribo de moicanos, ajudarão essas duas jovens a percorrer esse território cheios de perigos.

Há aqui uma diferença  em relação ao filme. O cantor de música sacra não participa da aventura nas telonas. Há outras tantas mudanças no filme em relação ao livro que deixarei para a leitura de vocês, no entanto, garanto que as mudanças ocorridas foram fundamentais para o sucesso do filme.

Voltando a nossa história as duas jovens conseguem atravessar o território dominado pelos Franceses e conseguem chegar no Forte Britânico que está sob ataque e parece que é questão de tempo para o forte cair. As precisões de queda se confirmam e a diplomacia militar impera nas negociações de rendição e os líderes Franceses e Britânicos estabelecem um acordo que prevê a saída pacífica das tropas Britânicas.

Acontece que uma tribo indígena aliada dos Franceses não aceitam as condições de paz, pois em algum momento da história sofreram com os ataques ingleses, para isso promovem um ataque surpresa e sangrento as combalidas tropas inglesas.

As duas jovens são raptadas pelos indígenas e uma operação de resgate é estabelecido pelos dois índios Moicanos, o Caçador ousado, o Oficial Inglês, o Pai das jovens e o Cantor de música sacra. Contar mais sobre os acontecimentos é contar o livro todo, pois ele é curtinho e uma leitura rápida e prazerosa. A partir daqui vale destacar a formação dos personagens.

A formação dos personagens é caracterizado pela ambiguidade, por exemplo, ora os índios são selvagens ora são generosos e honrados com suas promessas. Da mesma forma os brancos ora são egoístas ora são dignos de bravura.

Apesar dessa ambiguidade os personagens são obrigados a viver juntos para garantir a sobrevivência e a tolerância com as diferentes culturas é o diferencial para o aprendizado que o livro oferece, inclusive, nos tempos atuais que tantas culturas diferentes estão aí propagando seus ideais.

 

Boa Leitura