O Melhor Lugar da Estante | Livros Malditos!

Livros Malditos!

Quando abrimos as páginas de um livro, abrimos várias portas que podem nos levar a muitos lugares. Mas, quando se trata de livros em filmes de terror, às vezes é melhor tomar cuidado com o itinerário. Entrando nesse clima de medinho que paira no ar durante essa época do ano, aproveitamos para relembrar e conhecer melhor os livros mais amaldiçoados do cinema. Nada mais apropriado, já que aqui é O Melhor Lugar da Estante! Então, seja muito bem-vindo, fique à vontade, e boa leitura (e boa sorte).

 

Necronomicon – O Livro Proibido dos Mortos

O Necronomicon é um livro fictício criado por H. P. Lovecraft, e faz parte dos Mitos de Cthulhu. Esse grimório supostamente conteria rituais de necromancia para ressuscitar mortos, abrir portais para outras dimensões, libertar antigas entidades sobrenaturais malignas aprisionadas e trazê-las de volta à terra, entre outras escabrosidades desse tipo.

Alegadamente, a simples leitura desse livro seria suficiente para causar insanidade e morte a um indefeso curioso desavisado. Embora Lovecraft tenha garantido que o livro é apenas ficção, ainda existem pessoas que creem piamente que o Necronomicon é real.

Em 1993, foi lançado o filme Necronomicon – O Livro Proibido dos Mortos, que retrata a trajetória do próprio Lovecraft, interpretado por Jeffrey Combs (Reanimator), em sua busca pelo mítico Necronomicon, com o objetivo de levantar material para sua pesquisa literária. Ao chegar a um antigo monastério mantido por uma ordem clandestina de monges, Lovecraft finalmente encontra o Necronomicon, e passa a conhecer três histórias pra lá de cabeludas, envolvendo o obscuro livro.

 

Necronomicon Ex Mortis

De certa forma, o Necronomicon Ex Mortis é uma variação do Necronomicon de Lovecraft, mas dessa vez, no filme Uma Noite Alucinante – A Morte do Demônio, o livro é apresentado como o livro dos mortos babilônico, um documento encadernado em pele humana e escrito com sangue, que contém encantamentos de magia negra usados para despertar espíritos malignos adormecidos.

O primeiro filme da Trilogia Evil Dead foi lançado em 1981, e conta a história de cinco amigos que decidem passar uma semana em uma cabana isolada no meio de um bosque (que ideia brilhante! #sqn), e acidentalmente entram em contato com o Necronomicon Ex Mortis através de uma fita cassete (não era a fita da Xuxa), deixada pelo antigo morador do local, um arqueólogo que no passado havia estudado e traduzido algumas passagens do livro.

Evil-Dead O Melhor Lugar da Estante | Livros Malditos!

Ao reproduzirem a fita que contém as palavras do livro, eles acabam despertando uma cambada de entidades sanguinárias, que passam a possuir os jovens um a um. O único sobrevivente do horror que se abate sobre a cabana é Ash (Bruce Campbell), mas isso é apenas o começo das aventuras de Ash, que continuam nos próximos filmes, Evil Dead II (1987), e Army of Darkness (1992).

 

O Livro de Winifred

Dizem que O Livro de Winifred foi um presente, dado a ela por seu próprio Boss em pessoa (Sim, o Capiroto). Encadernado em pele humana (pra variar), o livro é dotado de um olho, e é capaz de atender aos chamados de sua dona, pois tem vida própria.

O filme Abracadabra (Hocus Pocus) foi lançado em 1993, e traz um enredo bastante inocente e singelo, típico de um filme infantil da Disney: No ano de 1693, na cidade de Salém, três irmãs bruxas chamadas Winifred, Mary e Sarah são enforcadas em praça pública por atraírem uma garotinha até seu covil de bruxas, e sugarem a força vital da coitadinha até a morte, com o intuito de manterem-se sempre jovens.

300 anos depois, na noite do dia de todos os santos, por brincadeira, um jovem virgem acende a chama da Vela Negra, despertando a maldição das bruxas, trazendo-as de volta à vida, e agora elas irão tentar usar os encantamentos do Livro de Winifred para levar a cabo seu plano maquiavélico de sugar a energia vital de todas as criancinhas de Salém, e assim, tornarem-se imortais.

O que aprendemos hoje, abiguinhos? Aprendemos que, se algum dia encontrarmos um livro bizarro coberto com pele humana em algum sebo, feira de livros, banco de metrô, é melhor deixar o tal livro em paz. Isso vale especialmente pra vocês, queridos leitores bibliófagos. Nem sempre é uma má ideia julgar um livro pela capa!