Modernidade Líquida – Zygmunt Baumann

Modernidade Líquida

Modernidade Líquida” (Editora Zahar, 2001, 260 páginas), do sociólogo polonês Zygmunt Baumann, radicado nos Estados Unidos, trata das mudanças ocorridas na sociedade nos últimos anos.

O livro, Modernidade Líquida, foi lançado em meados de 2001 e no ano anterior o mundo vivia em pânico com o possível Bug do milênio na qual os computadores estavam configurados para suas execuções até o ano 1999 e possíveis problemas decorrentes dessas configurações estavam nas pautas das empresas e pessoas.

O caos tecnológico estava instalado e lembro que nessa época eu trabalhava numa empresa de produtos de telecomunicações que estava preparada para possíveis bugs que poderiam desestruturar qualquer sistema influenciando a vida das pessoas.

É bom voltar um pouco, pois acredito que a revolução tecnológica ocorrida em meados dos anos 90 causou grandes mudanças na sociedade, inclusive, nos meios econômicos, culturais e sociais. A internet revolucionou o período, criando novos modelos sociais, bem como fortaleceu o consumo desenfreado.

O título da obra decorre dessas mudanças e o termo Modernidade Líquida remete aos líquidos que não tem forma e se moldam a qualquer recipiente, diferente dos sólidos que precisam sofrer uma tensão de forças para se estabelecer as novas formas.

Os líquidos fluem rápidos e preenchem vazios com facilidade de modo que penetram em qualquer ambiente.

Um ponto de destaque nessa obra, Modernidade Líquida, é a comparação que Baumann realiza com o passado sólido, inclusive, fortalecido pela obra de George Orwell 1984. No passado a liberdade era negada e as tensões eram fortalecidas pela falta dela. O filme Billy Elliot é um exemplo desse modelo.

Nos dias atuais essa liberdade é liberada e o que desejamos é a segurança que o passado oferecia, é algo muito estranho, pois o ser humano nunca está satisfeito. Lembro de uma passagem do filme O Livro de Eli no qual o personagem interpretado pelo Denzel Washington diz que o homem tem muito mais daquilo que merece.

A velocidade que o mundo vive deve ser repensado, afinal, nunca consumimos tanto e sem necessidade como nos dias atuais, portanto, debates precisam estar na pauta da sociedade.

É um livro de grande reflexão na maneira que levamos a vida hoje, portanto, é recomendadíssimo.

Boa Leitura.