Lolita – Vladimir Nabokov

Lolita

“Lolita” (Editora Companhia das Letras, 1994, 360 páginas), do autor Vladimir Nabokov é um romance narrado em primeira pessoa que retrata um homem de meia-idade que se apaixona por sua enteada. Uma observação aqui sobre essa paixão é que a vida imita a arte.

O professor de poesia francesa Humbert Humbert se apaixona por Dolores Haze uma menina a quem ele apelida de Lolita. A perversão do professor remete a uma  paixão que teve um trágico fim na sua juventude.

Conforme sinopse do livro não é apenas uma história assombrosa de paixão e ruína, trata-se também de uma viagem de redescoberta pela américa. Por meio da narrativa do professor Humbert Humbert há momentos que não sabemos quem é a caça e quem é o caçador o que faz dessa obra uma das mais importantes do século XX.

O romance foi produzido entre os anos 1950 e 1953 e após inúmeras recusas de editoras, finalmente em 1955 foi publicado por uma editora francesa chamada Olympia Press. Naturalmente o livro não foi bem recebido inicialmente, porém, após algumas edições vendidas e uma repercussão nos Estados Unidos o livro alcançou um lugar de destaque.

Você deve ter pensado que o livro é um ato imoral, porém, o autor tem algo pra falar a respeito: “Lolita  não traz a reboque moral alguma. Para mim, uma obra de ficção só existe na medida em que me proporciona o que chamarei sem rodeios de prazer estético, isto é, a sensação de que de algum modo, em algum lugar, está conectada a outros estados da existência em que a arte (a curiosidade, a gentileza, o êxtase) é a norma. Não existem muitos livros assim.”

Enfim, é uma obra que possui várias camadas desde Dostoiévski até Voltaire, portanto, Recomendadíssimo.

A título de curiosidade, segundo wikipedia, o livro gerou duas gírias com conotação sexual, lolita e ninfeta.

Boa leitura.