Neuromancer

A origem da Matrix: Neuromancer

Neuromancer” (Editora Aleph, 2008, 312 páginas), do aclamado escritor de ficção científica William Gibson é uma obra premiadíssima no gênero Sci-Fi ratificada pelo Nebula Award, Phillip K. Dick Award e Hugo Award, portanto, uma obra prima do gênero.

Quando terminei de ler essa obra prima da ficção científica surgiu na minha cabeça várias perguntas sobre o presente em que vivemos isso porque a obra foi escrita na década de 1980 que, aliás, pra mim foi marcante. É uma obra com várias camadas que rompe o imaginário de qualquer um.

A ficção científica sempre foi um tema que me fascinou e a relação que tenho com a tecnologia é de amor e ódio. Às vezes eu a amo pelas praticidades da vida moderna e às vezes eu a odeio quando o sistema apresenta falhas misteriosas.

 

DNA da obra Neuromancer

Enfim vamos à introdução da obra. A história se passa em algum lugar do futuro e Case é um Cowboy cibernético, uma espécie de hacker, que trabalha pra quem paga melhor. Num desses trabalhos, Case teve alguns desentendimentos com seu empregador que o puniu queimando todos os chips que permitia Case viajar pela Matrix.

É caros amigos qualquer semelhança não é mera coincidência com o filme Matrix dos irmãos Wachowski. É um livro que serviu como base para o filme, embora, não li nenhuma referência a respeito quando pesquisei sobre o filme. É, também, uma obra que deu origem ao termo Cyberpunk.

Com os chips danificados Case tornou-se um exilado da Matrix e com problemas para conseguir recursos para se manter.

A sorte de Case começa a mudar quando Armitage e Molly o recruta para alguns trabalhos secretos e seu pagamento seria sua conexão com a Matrix restaurada.

Vou parar por aqui, pois esse livro merece ser lido sem a interferência de Spoilers, no entanto, as experiências que tive com ele não irão influenciar a sua leitura, afinal, cada um tem a sua.

 

Questão de opinião

O avanço da tecnologia nos mais variados campos de estudo sempre prometeu trazer benefícios para os seres humanos e as transformações provocadas por ela são visíveis em nossa sociedade.

A pergunta que me faço é se essa relação de alguma forma não está prejudicando as relações afetivas entre os humanos, afinal, as máquinas tomam decisões racionais e sempre baseadas no 0 e 1.

Outro questionamento é sobre a força que as grandes corporações assumiram neste modelo econômico vigente cujo PIB muitas vezes é maior que o PIB de muitos países e esse avanço sempre alicerçado pelos avanços tecnológicos.

O avanço da medicina que promete um homem perfeito com suas clínicas médicas cheias de promessas milagrosas prometendo por fim aquele corpo de modelo.

Estes questionamentos foram apenas alguns que me veio à mente, porém, uma próxima releitura, sim, esse livro merece uma releitura, haverá outros questionamentos a serem explorados.

A narrativa de William Gibson é dura numa linguagem objetiva e algumas vezes nada polida. Senti que é uma narrativa rápida, as ações acontecem numa velocidade que pode deixar pra trás alguns detalhes importantes para a formação da obra.

No mais Neuromancer é uma obra que marcou uma revolução na literatura de ficção científica, bem como introduziu elementos e abordagens que influenciaram esse tipo de literatura. Recomendadíssimo.

Boa Leitura.