2017 não é 1984, porém, é mais Bizarro do que George Orwell imaginou

2017 não é 1984, porém, é mais Bizarro

Após a posse do presidente americano Donald Trump a obra 1984 de George Orwell alcançou ótimos índices de vendas na Amazon e não é à toa, afinal, há alguns pontos em comum com o que atualmente está acontecendo no mundo.

Orwell estabeleceu na sua obra um mundo controlado por um partido que monitora ininterruptamente a população, por meio de teletelas que tinham o objetivo de transmitir as mensagens oficiais do governo vigente.

Havia outros métodos complexos de monitoramento contra pensamentos contrários ao do governo desde pessoas especializadas como uma guerra contínua que servia para alienar as pessoas.

O mundo imaginado por Orwell era dividido em três partes na qual tinha o Núcleo do Partido na qual os indivíduos mais proeminentes faziam parte. Havia também o Partido Externo que era composto pela massa controlada e por fim os Proletas tinham os indivíduos miseráveis e a margem da sociedade.

A história traz o personagem Winston Smith, um trabalhador do Ministério da Verdade, que questionava o modelo adotado pelo governo. Smith tinha um pensamento crítico em relação ao modo de vida imposta.

 

A Ignorância é a Força

Os professores de Literatura estão em polvorosa para discutir 1984, afinal, há pontos em comum com o mundo em que vivemos. É mais bizarro, porém, há algumas semelhanças.

Orwell era socialista não daquele de Stalin e sim um socialismo democrático. O romance surgiu de suas observações acerca do mundo que vivia. Em 1936 com o fascismo ascendendo na Espanha, ele e outros socialistas, incluindo Ernest Hemingway, se ofereceram para lutar contra os rebeldes.

Orwell era crítico do papel arbitrário que alguns sistemas adotavam. Era uma espécie de prenúncio do estava por vir em sua obra.

Controlar a informação é um meio sofisticado de poder e os EUA detém uma rede de informação ampla para aqueles que podem acessar a Internet, pelo menos de 84 por cento dos americanos.

George Orwell não poderia ter imaginado a Internet e o seu papel fundamental de controle de informação, nem que as pessoas carregariam celulares em seus bolsos na forma de Smartphones.

A construção de uma informação pode resultar numa massa controlada e incapaz de decifrar com argumentos plausíveis a propagação de alguma notícia. Buscam a ratificação de alguma notícia propagada em redes sociais, tais como o Facebook, sem pensar na própria notícia.

Em 2017 Donald Trump foi elevado à condição de presidente pela minoria poderosa daquele país e o controle da informação foi à base que solidificou essa eleição. Embora a sua imagem venha recebendo inúmeras críticas ele foi eleito de forma democrática e isso é fato, algo Bizarro sim, afinal quem votou nele pensou sem as amarras da imprensa.

Para Winston:

“Liberdade é a liberdade de dizer que dois mais dois fazem quatro”. Para essa poderosa minoria, a liberdade é a liberdade de dizer dois mais dois fazer cinco.

 

Filme 1984

 

Via Independent